12 abril, 2012

Fotografando a 8 metros de altura

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.Testando a traquitana em casa...
Foto: © 2012 Tietta Pivatto | Photo in Natura


O invento de hoje, inspirado na ideia do Juca Ygarapé, permite captar imagens a uma altura de até uns 7 ou 8 metros sem precisar de subir em uma escada, uma árvore ou um helicóptero. Ideal para fotógrafos que estão sempre buscando registrar cenas por um ângulo diferente ou inusitado - talvez uma paisagem, ou quem sabe a copa de uma árvore ou um ninho lá no alto?

... e confirmando em campo seu funcionamento!
Foto: © 2012 Tietta Pivatto | Photo in Natura

O conceito é simples: usando uma velha vara de alumínio para limpeza de piscinas, bastam algumas adaptações para encaixar a câmera e pronto! No caso eu usei peças de hidráulica, como luvas, roscas e conexões de PVC usadas em encanamentos.

Vara telescópica para limpeza de piscinas (esq)
e detalhe de uma haste de "boom" (direita).
Fotos:
© Divulgação eBay

A ideia não é nova e existem no mercado acessórios originais para esta função – alguns fotógrafos estrangeiros usam aquelas hastes de fibra de carbono utilizadas em microfones, os chamados “boom poles” . No entanto, uma peça destas vai custar no mínimo uns US$ 450 lá fora (para o modelo de 4 metros) e só vai servir pra isto. No nosso caso, dentro do conceito da TecnoReciclagem, gastei menos de R$ 100 com tudo incluso, e o cabo (que mede 6 metros) continua podendo ser usado para limpar sua piscina quando você não estiver fotografando : -)

Dois exemplos de imagens feitas com esta adaptação:
a Nascente do Rio Bonito (acima) e a Lagoa Misteriosa (abaixo).
Fotos: © 2011-2012 Daniel De Granville | Photo in Natura

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09 dezembro, 2011

Mais um Destaque na Imprensa!

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Só pra dar um gostinho, esta é a cópia da primeira
página
da matéria sobre a TecnoReciclagem
na Revista Aventura & Ação deste mês

A edição deste mês (nº 168) da Revista Aventura & Ação traz uma matéria sobre a TecnoReciclagem, com fotos, depoimentos e gambiarras de minha autoria e texto da incrível Lucila Egydio. Tá esperando o quê? Corre pra banca antes que esgote! : -)

Capa da edição da Aventura & Ação
onde saiu a matéria sobre a TecnoReciclagem

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18 dezembro, 2010

TecnoReciclagem Sem Fio!



Nosso gato Tomas foi o primeiro
a testar - e aprovar - a armadilha fotográfica!
Fotos e Animação: © 2010 Daniel De Granville


.: PARTE 1 | INTRODUÇÃO :.

Quem já foi em alguma das Oficinas TecnoReciclagem sabe: dos cerca de 13 itens apresentados durante a programação, um que sempre faz mais sucesso é o “Disparador Remoto para Câmera Fotográfica usando Rádios HT” (carinhosamente chamado de “Dispareitor Tabajara” por alguns). Hoje vou falar sobre ele (um dia ainda sai o tutorial completo...) e também a respeito da mais nova invenção criada exatamente HOJE!



.: PARTE 2 | O DISPARADOR SEM FIO :.

Idealizado por mim em 2008, o disparador permite acionar a câmera fotográfica à distância, sem fio, possibilitando fazer fotos diferentes que dificilmente conseguiria sem o dispositivo, como o ninho de alguma ave, por exemplo.

O conceito é simples: o cabo de disparo, acessório usado em algumas câmeras para fotos feitas em um tripé com super-teleobjetivas ou com longo tempo de exposição, basicamente funciona pelo fechamento de um circuito elétrico. Ao acionar o botão disparador deste equipamento, fecha-se o contato entre dois fios e isto dispara a câmera. Exatamente o mesmo que ocorre quando você aperta o botão da sua câmera para tirar qualquer foto.

Um exemplo do tipo de foto que só é possível fazer
com um equipamento destes.

Foto: © 2004, Daniel De Granville


Daí eu pensei nos meus rádios HT que estavam encostados no armário havia meses: “quando um rádio recebe o sinal do outro e emite um som, tem que haver uma corrente elétrica neste processo, e se eu conseguir fazer com que esta corrente feche um circuito, isto deve disparar a câmera”. Dito e feito.

Como meu modelo de rádio possui saída para fones de ouvido, foi só questão de conversar com um técnico em eletrônica, que criou um acessório simples, barato e já muito conhecido, chamado “relê” (nos carros, por exemplo, eles são usados para acionar as luzes de direção do pisca-pisca). No meu caso, o relê fica conectado entre a saída de fone de ouvido de uma das unidades dos HTs e a entrada para o cabo disparador da câmera fotográfica. Quando eu aciono à distância o outro HT (como se fosse conversar com a unidade que está ligada na câmera), consigo tirar uma foto!

Rádios HT semelhantes ao utilizado para o projeto do disparador.
Foto: © Divulgação | Motorola


.: PARTE 3 | ARMADILHA FOTOGRÁFICA :.

Agora, mais de dois anos depois do invento do “dispareitor”, chega a novidade fresquinha, saindo do forno: “Armadilha Fotográfica com Sensor de Alarme Residencial”. Tudo aconteceu durante o almoço de hoje. Eu e Tietta conversávamos sobre a quantidade de bichos que devem visitar nosso jardim durante a noite. Ela disse "a gente devia instalar uma armadilha fotográfica no quintal para verificar".


Para quem não sabe, armadilhas fotográficas são um dispositivo muito usado por pesquisadores em estudos científicos de fauna. O equipamento, instalado em locais onde os animais costumam passar com frequência (como trilhas, locais para beber água ou mesmo atraídos por alimentos), fotografa automaticamente quando detecta algum movimento. Assim, pode-se determinar quais espécies estão presentes no local, identificar indivíduos e outras informações - clique e veja um exemplo.
Armadilha fotográfica da TecnoReciclagem,
mostrando a câmera, o sensor infra-vermelho
de alarme residencial e o dispositivo com relê
que aciona a traquitana toda!
Foto: © Daniel De Granville

Então comecei a minhocar: aqui em casa temos um desses alarmes residenciais velhos, do tipo que tem um sensor infra-vermelho sem fio, onde acende uma lâmpada tipo LED quando há movimento. "Pois então, se acende LED, é porque passa carga elétrica", pensei, mais ou menos igual ao que acontece quando aperta o botão de conversação do rádio HT. Fiz o teste com um multímetro e confirmei a hipótese.

Modelo de sensor infra-vermelho sem fio usado
na confecção da armadilha fotográfica caseira.
Foto: © Divulgação | Vetti Technology


Aí ficou fácil. Bastou eu soldar um fio em cada terminal do LED do sensor, conectar ao plug do “dispareitor” original, e agora temos uma armadilha fotográfica “custo zero” (já que o alarme estava desativado há tempos e quase virando sucata eletrônica). Ainda está em fase de testes com nossos gatos - como você pode ver na sequência de fotos que abre esta história -, mas os primeiros resultados são promissores.

[CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIAR]
(esq.) Imagem do sensor infra-vermelho por dentro, mostrando

onde ficam o LED e o sensor de movimento; (dir.) O verso deste
mesmo circuito, mostrando onde foram soldados
os fios que conectam com o dispositivo de acionamento da câmera.
Fotos: © 2010, Daniel De Granville




.: PARTE 4 | CONCLUSÃO :.

E, para manter o conceito da TecnoReciclagem, onde preferencialmente os novos inventos mantém a sua funcionalidade original, o sensor continua podendo ser usado como parte do alarme mesmo – igualzinho os rádios HT, que continuam sendo rádios sempre que eu quiser :-)
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